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Pequeno Teatro Ad Usum Delphini Vanitas

Pequeno Teatro Ad Usum Delphini Vanitas
Apresentações

Museu da Marioneta, Lisboa
17, 18, 19, 20, 23, 24, 25, 27, 30 de Junho
2, 3, 5, 6, 7 e 8 de Julho

Dias úteis às 19h30
Sábados às 16h e às 20h
Domingos às 16h

Informações

M/14 anos
105 min. (aprox.)

Este é um espectáculo que nasce do tempo do confinamento, quando o isolamento nos devolveu uma imagem sem disfarces do nosso quotidiano. Perante a ameaça da doença e da morte, perante a evidência de como o essencial da vida (as relações humanas) está camuflado no vazio do dia a dia que a sociedade que herdámos nos permite, não sentimos falta de cultura. Sentimos falta de alegria verdadeira, de generosidade, falta uns dos outros. Ficou bem claro que a cultura não é, como parece, distracção ou passatempo, não é riqueza, é a prática do que define um ser humano, o pensamento, o amor.

E tivemos saudades, lembrámo-nos doutros tempos, de coisas que tinham formado a nossa personalidade. Lembrámo-nos do Dom Quixote de Cervantes, um dos grandes textos da Cultura Ocidental que todos julgam que faz parte da cultura geral básica de todo o mundo civilizado, aquela parelha que até tem estátua na Praça de Espanha de Madrid e que é emblema para o povo espanhol: Dom Quixote e Sancho Pança. Mas não, não é nesse molhado que chove (e chora) o espectáculo que daí surgiu. Com o trabalho de um Sancho e um Quixote nascidos da nossa amizade, tornámos os diálogos de dois dos mais famosos episódios desse maravilhoso livro num pequeno teatro íntimo, onde além dos dois anti-heróis maravilhosamente expostos na sua solidão, passam os actores de uma companhia ambulante. E um pseudo-diabo, um negociante que mostra um retábulo de marionetas que faz explodir a generosidade antiga do cavaleiro andante.

É um Pequeno Teatro ad usum delphini, um pequeno formato que fala do único assunto de todo o teatro: o ser humano. Aqui recuperando uma estalajadeira cheia de saúde e o prazer de formas já inventadas, como os caretos, o romanceiro tradicional ou os teatros de bonecos, de que ainda conhecemos como nobre exemplo os de Santo Aleixo. Fazendo conviver uma sanfona com um jovem baterista e dando ainda a ouvir algumas frases como esta: “a maior loucura que um homem pode fazer nesta vida é deixar-se morrer sem mais nem menos, sem ninguém o matar, nem outras mãos que o acabem a não ser as da melancolia”. É um conselho de Sancho ao seu velho amigo Quixote.

Luis Miguel Cintra

Ficha técnica e artística

A partir da tradução de José Bento de D. Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, publicada pela Relógio d'Água
Dramaturgia e encenação Luís Miguel Cintra
Direcção de produção e comunicação Levi Martins

Com Duarte Guimarães (Diabo e Mestre Pedro), Ivo Alexandre (Sancho Pança), João Reixa (Dom Quixote), Sofia Marques (Rainha e Estalajadeira), Vicente Moreira (Cupido, Mamarracho, Rapaz) e os músicos Diogo Sousa (Percussão e Anjo) e Hugo Osga (Sanfona e Imperador)

Assistentes de encenação Duarte Guimarães e Sofia Marques
Guarda-roupa e adereços Ana Simão
Luz Luís Miguel Cintra e Rui Seabra
Operação de luz e som Rui Seabra
Cartaz Luís Miguel Cintra
Execução gráfica António Santiago
Fotografia Levi Martins
Co-produção Companhia Mascarenhas-Martins, Museu da Marioneta / EGEAC

Apoio

República Portuguesa - Cultura / Direção-Geral das Artes

Parceiro institucional

República Portuguesa – Ministério da Cultura